AGENDA POLÍTICA 2018: Discurso de lançamento do SG do MPLA.
AGENDA POLÍTICA 2018: Discurso de lançamento do SG do MPLA.

Intervenção do camarada Paulo Kassoma, feita (10.02.18) na cidade de Malanje.

 

PortalMPLA, 10 FEVEREIRO 18 (SÁBADO) – Texto do discurso do secretário-geral do MPLA, camarada Paulo Kassoma, proferido, neste sábado (10), no Pavilhão Multiusos Palanca Negra Gigante, na cidade de Malanje: 

“Camarada Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, membro do Bureau Político e 1.º secretário do Comité Provincial de Malanje do Partido,

Camaradas membros do Comité Central,

Camaradas deputados à Assembleia Nacional,

Camaradas membros do Comité Provincial,

Camaradas dirigentes da OMA e da JMPLA,

Ilustres militantes, simpatizantes e amigos do MPLA na província de Malanje,

Caros convidados,

Minhas senhoras e meus senhores,

Caros camaradas.

Saúdo vivamente a todos os participantes a este evento e, em particular, aos militantes do MPLA na província de Malanje.

Trazemos, connosco, as mais calorosas e fraternais saudações da Direcção do Partido, em particular do Presidente e do Vice - Presidente do MPLA, aos quais tenho a elevada honra de representar neste acto de particular relevância, o Acto de Lançamento da Agenda Política do MPLA para o ano de 2018, aprovada pelo Bureau Político, na sua sessão de 26 de Janeiro.

Sabemos, todos, que a Direcção do nosso Partido engajou todas as suas estruturas, da base ao topo, na mobilização dos seus militantes e dos cidadãos eleitores, na realização das acções que permitiram a concretização exitosa da sua Estratégia Eleitoral e, particularmente, no apoio à sua Proposta de Programa de Governação para o período 2017/2022, cujo resultado final culminou com a vitória do MPLA e do seu candidato a Presidente da República, o Camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, nas 4ªs Eleições Gerais realizadas no nosso País, a 23 de Agosto do ano passado.

Por mérito próprio e fruto do esforço despendido pelos seus militantes, com o apoio dos seus simpatizantes, amigos e o voto popular, não obstante os grandes desafios a que o Partido se submeteu ao longo do ano de 2017, no sentido da aplicação de medidas concretas para debelar os efeitos perversos da crise económica e social, o MPLA ganhou a legitimidade para, nos termos da Constituição da República, formar o Executivo e governar Angola no ciclo dos próximos cinco anos.

Aqui mesmo, na província de Malange, como um exemplo demonstrativo, elegemos cinco deputados.

Estimados camaradas e compatriotas,

As eleições demonstraram, mais uma vez, que o MPLA tem uma extraordinária capacidade de resiliência, ao saber adaptar-se aos contextos, nacional e internacional, mais complexos e ao saber interpretar, ao longo da história, as expectativas do povo angolano e transformá-las na causa real das suas batalhas.

Esta capacidade do MPLA emana do seu propósito legítimo de materializar as aspirações do povo angolano e da sua vontade firme de realizar e cumprir as suas promessas eleitorais.

O MPLA tem encarado o futuro de Angola com uma visão esclarecida, bem informada, realista e pragmática, considerando, deste modo, como fundamental o “trabalho conjunto para a materialização dos objectivos contidos no Programa e na Moção de Estratégia do Líder, com vista a criar uma sociedade mais solidária, mais justa e mais coesa”, conforme referiu o Camarada José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA, na 4ª Sessão Ordinária do Comité Central, de 23 de Outubro último.

Enfatizou ainda que “a unidade de pensamento e de acção do Partido concorre, também, para a criação de condições para tornar factível o nosso lema que é melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”.

Desde logo, ressalta a necessidade de se assegurar um conhecimento oportuno e correcto das realizações do Partido e as do Executivo, de modo a que os cidadãos possam avaliar o bem-fundado das nossas políticas, dos nossos programas, para que exaltem e inculquem noções sólidas de patriotismo nos cidadãos, em geral e, em especial, nas novas gerações.

O MPLA entende que é, igualmente, da adopção e materialização de medidas de moralização da sociedade, tais como o combate à corrupção e à impunidade, que depende, em grande medida, a mobilização da sociedade, sua motivação e confiança nas instituições, para a correcção dos grandes males que a afectam, bem como a melhoria contínua daquilo que pode e deve ser melhorado.

Distintos camaradas,

Salvaguardados estes princípios e valores, as tarefas que se colocam hoje ao MPLA, no âmbito da sua Agenda Política para o ano de 2018, afiguram-se como novos desafios que teremos que saber encarar com um grande senso de responsabilidade, disciplina, coesão e patriotismo.

Não podemos esquecer que o MPLA tem a elevada responsabilidade de criar todas as condições para garantir o cumprimento das promessas eleitorais que fez. É inevitável a mobilização, o envolvimento consciente e a participação dos nossos militantes e de grande parte dos cidadãos.

Caros camaradas,

Para o ano de 2018, o ano que marca, assim, o início efectivo da implementação do programa de governação, que o nosso Partido e o seu candidato, o Camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, submeteram a sufrágio do povo angolano e que mereceu uma clara aprovação popular nas últimas eleições, o MPLA considera como principais iniciativas do Partido, as seguintes:

1. Realizar um balanço exaustivo sobre o desempenho do MPLA a nível das eleições gerais, extraindo as lições objectivas que permitam encetar a adopção de medidas correctivas adequadas, tendo em conta os próximos desafios político-eleitorais.

2. Envolver o conjunto das estruturas e dos militantes do MPLA, no País e na diáspora, no âmbito da preparação e realização de todos os eventos ou efemérides, durante este ano.

3. Promover e orientar, a nível de todas as suas estruturas e dos seus militantes, uma análise e reflexão sobre a Vida Interna do Partido e a sua Melhor Inserção na Sociedade, apoiando-se nas teses e nas recomendações do 5.º Congresso Extraordinário do Partido, de modo a que conduza ao aumento da eficácia da acção do Partido, da sua coesão e da sua empatia, junto de todas as camadas e estratos sociais do País, nomeadamente;

a) Actualizar o conteúdo de trabalho das estruturas de base, conferindo ênfase às acções de participação social nas comunidades, protecção civil e vigilância comunitária;

b) Concretizar a criação urgente de condições para o estabelecimento de um fluxo permanente de informação entre a base e o topo, passando pela criação de um boletim de informação interna, contendo as principais decisões e posicionamentos dos órgãos e dos organismos de direcção;

c) Estimular a criação de condições para uma maior interacção entre os militantes em encontros recreativos e de confraternização, melhorando o conhecimento e a compreensão dos anseios, receios e expectativas dos militantes e cidadãos;

d) Densificar, através de instrutivos ou planos de acção, actividades de debates diferenciados em todos os estratos e camadas sociais, ampliando a compreensão sobre a mensagem e posicionamento do MPLA sobre os diferentes factos e fenómenos.

4. Submeter ao Parlamento, através do Grupo Parlamentar, um conjunto de tarefas que o MPLA reputa essenciais para a realização exitosa das eleições autárquicas, e que devem ser implementadas sequencialmente, nomeadamente, de entre outras:

a) Avaliar, com base nos dados do diagnóstico sobre o estado actual dos recursos humanos, financeiros, infra-estruturas e outros, os municípios com melhores condições para a implementação das autarquias locais, em respeito aos princípios constitucionais respeitantes ao gradualismo e a transitoriedade;

b) Promover a realização do processo de delimitação territorial, definindo correctamente os limites territoriais de cada circunscrição autárquica, com base na aplicação correcta e rigorosa das leis a respeito;

c) Concluir o estudo sobre o potencial de elevação de comunas a municípios e apresentar propostas concretas nesse sentido;

d) Promover a discussão e a adopção da legislação de suporte à realização das eleições autárquicas.

5. Reforçar o trabalho de formação e de capacitação político-ideológica dos militantes, quadros e dirigentes do Partido, a todos os níveis e estimular e apoiar a implementação, com sucesso, de um Plano Estratégico de Identificação, Selecção, Formação Técnico-Científica e Designação de Quadros para os futuros órgãos autárquicos.

6. Assegurar a criação de condições para que as organizações sociais do Partido, a OMA e a JMPLA, assumam um protagonismo cada vez maior na sociedade e, sobretudo, nos segmentos em que se inserem, através de novos métodos de actuação junto das comunidades.

Neste sentido, o MPLA propõe-se:

a) Prestar particular atenção ao engajamento da OMA na materialização dos seus programas que permitam consolidar o processo e a emancipação da mulher angolana e da promoção da igualdade do género, especialmente no concernente à ocupação de cargos de responsabilidade política e comunitária;

b) Estimular a OMA a manter e consolidar o seu papel de vanguarda na luta pela estabilidade das famílias e pela educação patriótica no seio destas, na defesa dos valores do civismo, urbanidade e sã convivência;

c) Apoiar a OMA na implementação de iniciativas que estimulem a participação política, social e comunitária das mulheres nas acções à volta da execução dos programas de apoio a mulher rural;

d) Estimular a criação de condições para que a JMPLA lidere a mobilização patriótica dos jovens e oriente o debate político para aspectos que contribuam para a busca de soluções para os problemas da juventude, como a formação, o emprego, a educação cívica e patriótica, a ocupação dos tempos livres, de entre outras;

e) Desencadear um amplo programa de resgate dos valores cívicos, morais e patrióticos, envolvendo as organizações sociais do Partido e outras organizações interessadas da Sociedade Civil, particularmente as dos antigos combatentes e veteranos da Pátria, dos trabalhadores, dos camponeses e as de solidariedade social.

7. Dinamizar a adopção de formas mais eficientes e eficazes de trabalho com as organizações sindicais, tornando-as em verdadeiras parceiras do Partido, na dignificação dos trabalhadores e na defesa da melhoria da sua capacitação, desempenho e remuneração.

8. Promover, a nível das estruturas do Partido e das suas organizações sociais e em outros espaços, como académicos, acções de debate político sobre a interpretação, acção e reacção perante distintos factos e fenómenos sociais, tendo em conta a diversidade de pensamento no seio do Partido e a necessária unidade de acção.

Neste sentido o MPLA propõe-se:

a) Promover seminários, workshops, meeting’s e assembleias de militantes que se dediquem à abordagem de temas de interesse político e social, traduzidos em políticas, programas e projectos inseridos no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022, de modo a assegurar o seu melhor conhecimento pela base militante;

b) Revitalizar o sentido da crítica construtiva no seio do Partido;

c) Aproveitar estes ciclos de esclarecimento para resgatar, de modo permanente, os valores de patriotismo e de defesa dos interesses de Angola e dos angolanos;

9. Proceder, de modo intensivo, ao acompanhamento e apoio aos principais programas e projectos que levem à concretização das promessas eleitorais do Partido, contidas no programa de governação para este quinquénio, envolvendo o seu universo de militantes, simpatizantes e amigos.

Esta acção poderá ser dinamizada através do envolvimento das estruturas e dos militantes, simpatizantes e amigos do MPLA, no esclarecimento sobre o impacto das medidas económicas e sociais e o bem fundado das opções de política, assumidas e suas prioridades, apoiando as acções do Executivo no âmbito da concretização do Programa Eleitoral do nosso Partido.

10. Acentuar as relações de cooperação, concertação e solidariedade para com os partidos políticos com os quais o MPLA detém laços históricos e outros que se julgue politicamente necessário e oportuno, especialmente os dos países da região e da Internacional Socialista.

À semelhança do que vimos referindo nestes actos, as razões que fundamentam a prioridade política e sustentam o sentido de oportunidade de cada uma das iniciativas ora apresentadas são, não apenas a prática que vem sendo seguida ao longo destes anos, mas também a necessidade de o MPLA estar indissoluvelmente ligado a toda a dinâmica política estabelecida pelos pronunciamentos do Líder do Partido e pelas deliberações dos seus principais órgãos e organismos de Direcção.

Estimados camaradas e compatriotas,

Impõe-se-nos, por isso, fortalecer e capacitar internamente o nosso Partido, melhorando o nosso desempenho, a nossa postura, os nossos métodos e o ambiente interno de trabalho, para sermos decisivos na necessária intervenção que devemos ter ou ser como a mola impulsionadora dos processos de transformação que o País vive.

Deste modo e como factor transversal e de suporte à Agenda Política para 2018, o MPLA vai continuar a implementar o seu Programa de Modernização Tecnológica a nível nacional, de modo a optimizar os serviços e os sistemas integrados de comunicação, para assegurar uma melhor interacção e fluidez de informação entre as estruturas do Partido, nos diferentes escalões.

Sendo necessária uma abordagem política inovadora e patriótica, porém, realista e que incentive uma intervenção crítica e construtiva entre camaradas e que neutralize o oportunismo, a falsidade e a manipulação nas relações de trabalho entre os militantes em todas as estruturas do Partido e das suas organizações sociais e associadas.

Por esta razão, os dirigentes e quadros do Partido, a todos os níveis, devem intensificar a sua inserção comunitária e na sociedade, mantendo contacto permanente e directo com as populações, informando-as sobre o momento político que o País está a viver, em particular, a situação socioeconómica, permitindo, assim, a sua participação nas discussões e na procura das melhores soluções para os problemas que as afligem.

É este posicionamento pragmático que permite ao MPLA projectar o futuro e preparar-se para os novos desafios que a ele implica, utilizando novos métodos e conhecimentos para conduzir os processos de mudança, tendo por base os princípios e os valores inscritos na sua matriz, que orienta a elaboração das suas estratégias e o desenvolvimento de acções com vista a alcançar novos objectivos.

Reconstruamos a unidade de pensamento e de acção do Partido, revitalizando permanentemente as nossas organizações de base, adaptando-as às características específicas das circunstâncias administrativas correspondentes.

Sejamos, pois, mais eficientes, mais disciplinados, para sermos mais eficazes e efectivos nos resultados que esperamos.

Muito obrigado”.

/PortalMPLA

Fotos: DDS

Ver todos os artigos
Próxima notícia
Imprensa
Redes Sociais
Facebook
Youtube