CAMARADA JOÃO LOURENÇO: Também na frente da corrupção, a vitória é certa
CAMARADA JOÃO LOURENÇO: Também na frente da corrupção, a vitória é certa

Presidente do MPLA esclareceu hoje, 10, que a actual campanha de desestabilização e de intoxicação não é contra o Presidente da República, mas sim contra Angola.

PortalMPLA, 10 OUTUBRO 19 (5ª FEIRA) – Logo após ter feito o seu discurso de abertura do 8.º Congresso Ordinário da JMPLA, nesta 5ª feira, 10, o Presidente do MPLA, Camarada João Lourenço, prestou o seguinte esclarecimento, no que ao combate à corrupção em Angola diz respeito: “A Direcção do MPLA, em toda aquela fase de preparação das eleições, colocou grande ênfase nos documentos preparatórios, quer do Congresso que foi realizado para preparação das eleições, quer no próprio Programa de Governação que foi sufragado nas urnas.

Colocou grande ênfase – dizia - na necessidade de a Direcção do Partido encabeçar uma cruzada contra a corrupção. E eu creio que isto não foi feito por mero acaso; isso foi feito porque, de facto, o Partido chegou à conclusão de que, ao longo de décadas, o nosso País estava infestado de uma grande doença, que era necessário curar.

Houve a promessa, em oportunidades distintas, de se iniciar essa cruzada. Houve a promessa mas não houve a coragem.

Em relação à corrupção, falou-se em ‘tolerância zero’, mas o que verificámos é que essa ‘tolerância zero’ não surgiu. Deram-nos essa incumbência e nós, como não gostamos de fingir que fazemos as coisas; não gostamos de enganar o eleitorado; não gostamos, porque consideramos errado, consideramos injusto utilizar os eleitores só para votarem em nós, prometendo coisas para fazer de conta, nós estamos a procurar cumprir com essa incumbência que o Partido nos deu, mesmo antes de sermos Chefe de Estado.

E a luta está aí para quem quer ver. Como é evidente – a natureza é assim – onde há acção, há reacção. E nós esperávamos essa reacção, obviamente. A reacção está aí. É o que estamos a assistir nos últimos dias.

Porque os mesmos que estavam embrulhados na corrupção, os mesmos que desviaram os recursos do País para fora do País, para eles – apenas para eles! – são os que estão a utilizar esses mesmos recursos, que são de Angola, para financiarem a campanha de desestabilização, a campanha de intoxicação, que estão a fazer contra Angola.

Eu digo bem e repito, essa campanha não é contra o Presidente da República; essa campanha é contra o nosso País, contra Angola e o que é mais triste é que ela não vem sendo movida nem por forças estrangeiras nem por forças da oposição; ela vem sendo movida por nacionais, aparentemente do MPLA – e digo aparentemente porque não se portam como tal – e que ainda têm o descaramento de falar em nome do povo.

Quando eles desviaram as avultadas somas de dinheiro do nosso País repartiram com o povo? (“não”, respondeu a plateia); repartiram com os jovens? [“não”, respondeu novamente a plateia).

E então, como é que agora vêm falar em defesa do povo, em defesa dos jovens?: ‘coitado do povo está a passar mal, coitada da juventude não tem emprego’… E eu levanto esta questão aqui porque os cabos que estão a ser pagos para levar a cabo esta campanha lamentavelmente são jovens, portanto nada melhor do que levantar essa questão no seio dos jovens.

Esses jovens que alinharam na campanha são bons jovens? (“não!”); são jovens exemplares? (“não); estão realmente a defender os interesses da juventude? (“não!”). Nós pensamos que não. Estão a fazê-lo por quaisquer 100 euros, se calhar nem isso, porque aqueles avarentos também não lhes vão pagar muito mais… (aplausos prolongados).

Eu queria sair desta sala com uma posição clara dos jovens. Vamos continuar com essa luta ou não? (“vamos!”); vamos continuar com essa luta, com firmeza, sem hesitação? (“simmm”). Bom, parece-me que saímos daqui com o mandato da juventude para continuar a luta contra a corrupção. É esse o entendimento? (“sim!”) Podemos dizer que a juventude é que mandou? (“sim?”). Vamos cumprir a vossa ordem. Vamos cumprir a vossa ordem!

Nós vamos cumprir com o mandato que levamos daqui da juventude, de continuar esta luta, este combate. E vamos continuar, porque reconhecemos que os índices de desemprego são altos. Precisamos de trabalhar para dar emprego ao povo angolano, no geral e a Juventude em particular.

Mas só vai haver emprego se haver investimento, se haver investimento privado, nacional e estrangeiro, que sejam abertas mais fábricas; Mas isto só vai acontecer se nós combatermos a corrupção, porque os investidores hoje já não aceitam a condição de terem de investir se por trás tiverem de dar 10 ou 20 por cento ao funcionário do balcão que recebe os seus papéis.

Se a corrupção a todos os níveis – e não apenas a esse nível do funcionário do balcão mas a níveis até mais altos continuar – não vai haver investimento e se não vai haver investimento, não vai haver emprego.

Portanto, nós queremos investimento, queremos emprego para o povo angolano, para os jovens angolanos e, por isso, em simultâneo, temos de continuar esta luta que é incessante, deve ser incessante, contra a corrupção.

Portanto, muito obrigado, muito obrigado juventude. Saímos daqui mais reconfortados, seguros de que a luta continua e a vitória é certa. Também nesta frente da corrupção, a vitória é certa”.

/www.mpla.ao

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