MEMÓRIAS: As cinco heroínas angolanas desapareceram há 51 anos
MEMÓRIAS: As cinco heroínas angolanas desapareceram há 51 anos

Casos de Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Engrácia dos Santos, Teresa Afonso e Lucrécia Paim

 Portal MPLA, 07 MARÇO 18 (4ª FEIRA) - A presença das cinco mártires guerrilheiras, nomeadamente, Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Engrácia dos Santos, Teresa Afonso e Lucrécia Paim, no Esquadrão Kamy demonstrou o papel da mulher na luta contra o colonialismo português e é um testemunho profundo da luta revolucionária pela libertação de Angola, bem como o sentido mobilizador e de apoio do povo ao MPLA, sem diferenciação de idades, sexo, crenças religiosas ou tribais.

(Na foto, formatura do grupo de guerrilheiras do Esquadrão Kamy. Da esquerda para a direita: Teresa Afonso, Lucrécia Paim, Irene Cohen, Engrácia dos Santos (a quinta) e Deolinda Rodrigues, a última).

As heroínas guerrilheiras participaram em todas as actividades políticas e militares e ocuparam, inclusive, cargos de direcção dentro das colunas, como é o caso da camarada Deolinda Rodrigues, que fazia parte do Corpo de Comando, na qualidade de responsável do diário do destacamento.

O Esquadrão Kamy conheceu, ao longo da sua marcha, vicissitudes diversas, que vão desde o desconhecimento do terreno às dificuldades da travessia do Rio Mbridge (província do Zaire, noroeste de Angola), a presença das milícias da FNLA, que dominavam a região, até a fome que debilitava física e moralmente os seus integrantes.

Por causa desta situação, o esquadrão, que veio mais tarde a reduzir-se a 27 guerrilheiros, depois de ter sido atacado pela FNLA, assistiu, também, o regresso de alguns camaradas à procedência, sobretudo aqueles que, estando debilitados e doentes, não conseguiram atravessar o rio Mbridge e avançar.

Destacam-se deste grupo o camarada Ludy Kissasunda e as cinco guerrilheiras.

Desconhecedoras do terreno e desarmadas, no dia dois de Março de 1967 as guerrilheiras caíram nas mãos da FNLA, que as prendeu e as levou para Kamuna (Congo-Kinshasa), sendo instaladas na base de concentração de Kinkuzu, onde viriam, posteriormente, a morrer, em momento e circunstâncias até agora não esclarecidos.

Mas, sabe-se, de algumas testemunhas, que a camarada Deolinda Rodrigues foi esquartejada viva.

Poucos dias depois da prisão, iniciou-se uma grande batalha político-diplomática, visando a libertação das guerrilheiras.

Difundiram-se vários comunicados e apelos e solicitou-se o apoio dos países amigos, da OUA e da ONU.

Infelizmente, apesar de todos os esforços, a FNLA e o Governo do Congo-Léopoldville (hoje Congo-Kinshasa), insensíveis à luta revolucionária pela independência de Angola, ignoraram todos os apelos do MPLA, do povo angolano e da comunidade internacional, para a libertação dos prisioneiros.

/História do MPLA

Ver todos os artigos
Próxima notícia
Imprensa
Redes Sociais
Facebook
Youtube